
A farmácia comunitária tem vindo a ser um ponto de discussão entre os colegas mais sénior e os mais novos.
Nela, o conhecimento e a experiência de gerações convivem, não só enriquecendo o serviço que é prestado aos utentes, mas tornando-se uma fonte de trocas de diferentes ideias do que é o verdadeiro profissional na farmácia.
Esta convivência nem sempre é um mar de rosas, e é tudo uma questão de nos colocarmos no lugar do outro.
Enquanto mentora especializada no desenvolvimento de equipas, tenho observado um desafio crescente: a gestão da diversidade geracional.
Nas equipas de farmácia, vemos Veteranos, Geração X, Millennials e a Geração Z a trabalhar lado a lado. Cada um traz consigo um conjunto único de valores, expectativas e formas de comunicar. E é precisamente aqui que reside a oportunidade… e o desafio.
O Desafio para as Lideranças
Para os líderes de farmácia, a tarefa de alinhar estas diferentes perspetivas pode ser complexa. Como garantir que a experiência do colaborador mais sénior se complementa com a inovação e o ritmo digital do mais jovem? Como gerir expectativas distintas em relação ao trabalho, à comunicação e ao desenvolvimento de carreira? Muitas vezes, a falta de compreensão mútua leva a ruídos na comunicação, frustração e, em casos extremos, à desmotivação e perda de talento.
Um Olhar Sobre as Gerações e as Suas Necessidades
É importante reconhecer que cada geração tem as suas particularidades, moldadas pelas suas vivências e pelo contexto histórico:
- Veteranos (e Baby Boomers): Valorizam a estabilidade, a lealdade e a vasta experiência acumulada. Preferem a comunicação face a face e sentem-se seguros em estruturas mais tradicionais e hierárquicas.
- Geração X: Independentes e pragmáticos, procuram o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Valorizam a competência, a autonomia e a comunicação direta.
- Millennials (Geração Y): Nascidos na era digital, procuram propósito, feedback constante e oportunidades de desenvolvimento contínuo. São colaborativos e valorizam a flexibilidade e a inclusão.
- Geração Z: Verdadeiros nativos digitais, valorizam a autenticidade, a inclusão e o impacto social. São rápidos na aprendizagem e esperam ambientes de trabalho dinâmicos, diversos e adaptáveis.
Estas diferenças e outras, se não forem geridas ativamente, podem tornar-se barreiras. Mas, e se pudéssemos transformá-las em pontes? 🤔

A Ação “Bloco a Bloco”: Construindo Conexões
Foi com esta visão que desenvolvemos o programa “Bloco a Bloco: Construindo Equipas de Topo”, e recentemente tivemos uma experiência incrível com um grupo de farmácias que procurava exatamente isto: aproximar as suas gerações.
Utilizando as metodologias inovadoras de Lego Serious Play e a Gamificação, criámos um ambiente seguro e divertido para o diálogo e a construção colaborativa. Foi com esta visão que desenvolvemos o programa “Bloco a Bloco: Construindo Equipas de Topo”. Utilizando as metodologias inovadoras de Lego Serious Play e a Gamificação, criámos um ambiente seguro e divertido para o diálogo e a construção colaborativa.
Numa manhã, a equipa chega – dos colegas mais séniores aos que acabaram de entrar neste mundo – sentaram-se à volta de mesas, não com pilhas de papéis, mas com caixas cheias de peças Lego e muitas surpresas. Através de desafios guiados, cada elemento foi convidado a construir modelos que representassem a sua visão sobre ‘o que é ser parte desta equipa‘, ‘os desafios que enfrentamos na comunicação intergeracional‘ e ‘como seria a nossa equipa ideal no futuro‘.
O que aconteceu a seguir foi mágico. As peças Lego tornaram-se uma linguagem comum, permitindo que todos expressassem ideias e sentimentos que, de outra forma, seriam difíceis de verbalizar. Vi colegas que raramente interagiam a partilhar histórias e perspetivas através dos seus modelos. Foi poderoso observar a Geração Z a explicar as suas expectativas de flexibilidade e digitalização, enquanto os Veteranos partilhavam a importância da relação de confiança com o utente e a riqueza da sua experiência.

Os Resultados: Mais do que Peças Juntas 🧩
No final da sessão, não só as equipas tinham construído modelos impressionantes, como também tinham edificado algo muito mais valioso: compreensão mútua e empatia. As barreiras de comunicação começaram a desvanecer-se à medida que cada um via, literalmente, a perspetiva do outro.
- Entendimento Aprofundado: Os líderes ganharam uma visão clara das necessidades e preocupações de cada geração, e as equipas compreenderam-se melhor.
- Comunicação Melhorada: As equipas aprenderam a valorizar diferentes estilos de comunicação e a adaptar-se uns aos outros.
- Soluções Colaborativas: Identificaram-se pontos em comum e desenvolveram-se estratégias conjuntas para abordar desafios específicos.
- Coesão Reforçada: A experiência partilhada e a sensação de serem ouvidos fortaleceram os laços da equipa, criando um ambiente mais harmonioso e produtivo.
Esta ação “Bloco a Bloco” demonstrou, mais uma vez, o poder das metodologias inovadoras para transformar dinâmicas de equipa. Não se trata apenas de construir com Lego; trata-se de construir pontes, construir futuro e, acima de tudo, construir pessoas.
Convite
Se a sua equipa também enfrenta o desafio geracional ou outros obstáculos à coesão, convido-o a explorar como abordagens como o Lego Serious Play e a gamificação podem fazer a diferença. As empresas, com a sua riqueza de gerações, têm um potencial enorme para ser um exemplo de colaboração intergeracional.
Basta darmos os primeiros passos para construirmos juntos.
Peça mais informações deste programa em: https://pharmabsc.pt/bloco-a-bloco-construindo-equipas-de-topo/
Qual é a sua experiência com a gestão de equipas multigeracionais? Partilhe nos comentários
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